Hospitais classe A dispensam doentes por falta de leitos17/10/2008
FONTE: Folha de São Paulo
A superlotação chegou aos hospitais de São Paulo das classes A e B. Instituições como o Albert Einstein e o Sírio-Libanês já registram, em alguns dias da semana, ocupação máxima dos leitos de internação, o que leva pacientes a enfrentarem longa espera no pronto-socorro ou a serem transferidos para outros hospitais.
Usuários de planos de saúde que não conseguem vaga em um hospital previsto no seu convênio e que são transferidos para outro de qualidade inferior podem reivindicar um abatimento no preço pago à operadora de saúde, segundo orientação do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor).
Na avaliação da Annap (Associação Nacional de Hospitais Privados), o aumento da demanda nos hospitais paulistas é atribuído a vários fatores, entre eles o aquecimento da economia, que gerou um aumento de usuários de planos de saúde com acesso aos melhores hospitais, o turismo da saúde que traz pessoas de outros locais para se tratarem na capital e o envelhecimento da população.
Nos últimos meses, o Hospital Israelita Albert Einstein vem trabalhando com 100% da ocupação de duas a três vezes por semana. "Não é o ideal. O adequado para o bom andamento dos processos seria uma taxa de até 85%. Mas temos ultrapassado o limite com freqüência", diz Cláudio Lottenberg, presidente do Einstein.
Alta mais rápida
Segundo ele, entre as alternativas adotadas pela instituição para lidar com o problema estão a agilização da alta ("temos falado "não" ao paciente que pede para ficar mais um dia descansando no hospital") e a oferta do serviço de home-care ao doente crônico que não necessita estar no hospital. O Einstein também passa por reformas, que vão elevar o número de leitos de 500 para 720.
No Hospital Sírio-Libanês, a situação é semelhante. Há mais de um ano, a ocupação média dos leitos é de 85%, chegando a 100% nos momentos mais críticos. O controle da internação é acompanhado por um sistema de sinalização na intranet do hospital: verde significa leitos de sobra, amarelo, chegando no limite, e, vermelho, todos os leitos ocupados.
"O começo da semana costuma ser mais tranqüilo, mas na quarta, quinta e sexta aumentam as internações. Só o pronto-atendimento responde por 15% a 20% das internações", explica Luiz Francisco Cardoso, superintendente de pacientes internos do Sírio-Libanês.
Ele diz que o hospital evita "o máximo possível" o adiamento de cirurgias, mas admite que os leitos não programados de pessoas que chegam ao PS sofrem uma certa demora. "O pronto-atendimento é uma porta aberta e, às vezes, não conseguimos arrumar leito para todo mundo. Quando não é possível, a gente transfere para um outro hospital."
Para dar conta do aumento da demanda, o Sírio-Libanês fez uma série de mudanças internas para criar mais 80 novos leitos (de UTI e internação). Duas UTIs com 22 leitos foram reformadas e agora vão abrigar 40. Os novos leitos começam a ser entregues até o final do mês.
Ocupação
No Nove de Julho, a ocupação média também está em torno de 85%, há dois anos, era de 77%. O presidente do hospital, Luiz De Luca, diz que há situações em que a instituição opera no limite, e, quando a demanda é maior do que a oferta, o paciente "pode esperar mais" para a internação ou ser encaminhado a um outro hospital.
"Não é o mundo perfeito. Os pacientes cirúrgicos e os pacientes da emergência sempre são prioridade. Para os pacientes que entram para procedimento cirúrgico, já fazemos a reserva do leito um dia antes. Não posso correr o risco de ele sair da cirurgia e não ter leito."
Há casos em que o hospital também lança mão de um "bolsão" de leitos, o hospital dia onde o paciente entra de manhã e sai no final do dia. "Mesmo que o paciente precise de uma internação maior, uso esse leito do hospital dia e depois ele migra para o leito de internação de permanência maior."
No Samaritano, o índice médio de ocupação de leitos (76%) está um pouco abaixo do dos outros hospitais, mas há momentos da semana em que ele bate em 95%. O reflexo é uma maior demora na internação.
Mas não é só isso, segundo Sergio Lopez Bento, superintendente geral de operações. "As operadoras estão cada vez mais rigorosas para autorizar internação. Nos casos de cirurgias ortopédicas, que dependem de próteses, a demora pode chegar a dez dias."
O Hospital Oswaldo Cruz, que vive problemas semelhantes, informou, por meio da assessoria de imprensa, que não "tinha interesse em participar da reportagem".
Assessoria de Imprensa do Hospital Novo Atibaia - 24/10/2008
A situação que envolve hospitais de alto nível em grandes centros como São Paulo (vide matéria da Folha de São Paulo, acima) com relação ao aumento de internações, não é diferente do que acontece nas cidades vizinhas.
O Hospital Novo Atibaia, antecipando-se às necessidades de nossos clientes/pacientes, iniciou as obras de ampliação no ano passado e uma nova ala de internação iniciará seu funcionamento nesta segunda-feira, dia 27 de outubro.
Um andar inteiro destinado à internação amplia nosso potencial de atendimento e o conforto do qual nossos pacientes tanto precisam.
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