Palestra para médicos realizada no Hospital Novo Atibaia01/10/2007
Muitos diagnósticos, apontam os especialistas, não são feitos em tempo hábil para o tratamento e redução do risco de morte.
A incidência das doenças cardiovasculares está em contínua progressão. Há constante aprimoramento das técnicas clínicas e de equipamentos para a identificação dessas doenças, na sua forma aguda, como o infarto do miocárdio, angina instável, embolia de pulmão e insuficiência cardíaca. Mas permanece a dúvida diagnóstica, no dia-a-dia dos serviços de saúde.
Muitos diagnósticos, apontam os especialistas, não são feitos em tempo hábil para o tratamento e redução do risco de morte ou de complicações. Nesse sentido, os marcadores cardíacos têm sido de grande auxílio, principalmente nos momentos críticos, permitindo que o diagnóstico aconteça de forma segura e rápida. É o caso da troponina, mioglobina, dimero-D e proBNP, que são considerados como potentes ferramentas nesse trabalho, já disponíveis no país.
Só na última década foram incorporados à prática clínica pelo menos sete marcadores cardíacos. Às tradicionais medições de colesterol, pressão arterial, glicemia e circunferência abdominal, foram adicionadas as análises de proteínas, enzimas e gorduras. Esse tipo de informação facilita o diagnóstico e o tratamento precoce dos distúrbios do coração e pode ajudar a reduzir o número de mortes por infarto e outros eventos cardiovasculares.
Entendendo que o assunto é importante para a comunidade médica, o Departamento de Cardiologia e o Centro de Estudos do Hospital Novo Atibaia realizaram uma aula científica aberta aos médicos de Atibaia e região, sobre "Marcadores Cardíacos", com o profº dr. Múcio Tavares de Oliveira Jr, do InCor (Instituto do Coração). Foi na última terça-feira, 25 de setembro, no auditório do Hospital Novo. Compareceram médicos e enfermeiros.
O dr. Múcio tem uma trajetória ligada ao Instituto do Coração desde agosto de 1988. Lá, ele exerceu atividades como médico assistente, diretor da Unidade Hospital Dia e da Unidade de Emergência, apresentou tese sobre "Fatores prognósticos em chagásicos e não-chagásicos com insuficiência cardíaca avançada". Também é professor colaborador da Faculdade de Medicina da USP.
Ele falou bastante sobre a insuficiência cardíaca, que é a incapacidade ou diminuição da capacidade do coração em bombear um volume de sangue suficiente para atender a demanda metabólica. Com o fluxo sangüíneo comprometido, o organismo não recebe a quantidade suficiente de oxigênio, nutriente, e aparecem os primeiro sintomas, fadiga e falta de ar.
O organismo tenta compensar essa incapacidade de bombeamento do coração com: retenção de sal e água para aumentar a quantidade de sangue na circulação; aumento da freqüência cardíaca; e aumento do tamanho do coração (cardiomegalia).
Durante o evento de terça-feira, estavam presentes os médicos da cardiologia do HNA: drs. Olavo Malheiros Jr., Wagner Pinaffi e Adjair H. Forti. O dr. Wagner, em nome da especialidade, fez uma homenagem ao dr. Olavo, um dos fundadores do Hospital Novo e exemplo de dedicação à clínica.
O dr. Olavo recebeu uma placa com dizeres referentes ao exercício sério da medicina. |