Detecção de Deficiências Auditivas na Infância08/06/2007
Existe uma campanha que está sendo patrocinada pela Sociedade Brasileira de Otologia, com o intuito de identificar crianças com alguma deficiência auditiva, entre escolares do 1 grau, cuja triagem é realizada através dos sinais indicativos da surdez pelos educadores.
Sabe-se que cerca de 45% das atividades escolares tem participação fundamental para sua execução da função auditiva, constituindo dessa forma numa das bases para o bom aprendizado escolar. Quanto antes se faça a detecção, mais a criança se beneficiaria com a solução do problema.
Em países do primeiro mundo e em grandes hospitais brasileiros, é rotina de berçário a avaliação de neonatos e quando constatada alguma alteração nas respostas auditivas, são precocemente encaminhadas para acompanha mento médico e fonoaudiológico e outros procedimentos que se fizerem necessários.
O laudo de uma boa audição não é porém um atestado de audição normal para toda a vida. No seu curso, além das otites, certas viroses e infecções bacterianas como sarampo, caxumba, meningites, traumascrâneo-encefálicos, traumas acústicos por ruídos etc, podem acometer a audição em maior ou menor grau e devemos estar atentos porque as crianças na maioria das vezes não se queixam dessa deficiência.
Então, alguns sinais como:
- distração constante;
- não responder quando vira da de costas ou assistindo TV;
- falar muito “o que?/ hã?” necessitando que as ordens sejam repetidas;
- falar muito alto, além da apa rente necessidade;
- apresentar atraso na aquisição da fala ou com distorção;
- necessitar visualizar o rosto da pessoa com quem fala;
- apresentar gripes com secreção nasal freqüentes, podem ser um forte indicativo de um possível distúrbio auditivo.
Previna-se! Consulte seu médico de confiança regularmente.
Dr. Pedro Kiota Kawakami - CRM 22027
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